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TRILHA 2
Luanda ê pandeiro,
Luanda ê pará,
Teresa samba deitada,
Idalina samba de pé,
lá no cais da Bahia,
na roda de capoeira
não tem lelê nem lalá.
Ô laê laelá,
o lelê.
É de manhã, Idalina está me chamando,
Idalina tem o costume de chamar e saír andando,
Idalina meu amor, Idalina está me esperando.
Por cima do mar eu vim,
por cima do mar eu vou voltar.
TRILHA 3
Aaa, hoje é, hoje é tata de malembê (?)
Eu sou angoleir@,
angoleir@ é o que eu sou,
angoleir@ de valor,
eu nasci lá na Bahia,
eu vim de lá de Salvador,
eu jogo capoeira Angola,
mestre João me ensinou...
Oiá, oiá, oiá ê,
oiá matamba de kakurukaju nzingue.
Oiá, oiá, oiá ê,
oiá matamba de kakurukaju nzingue o.
Pé de lima, pé de limão,
o amor é meu, tão dizendo que não,
o amor é meu, tão dizendo que não,
pé de lima, pé de limão.
Quem quiser me ver
arrodeia o mar três vezes,
quem quiser me ver
três vezes arrodeia o mar.
TRILHA 4
Olha aí, mandinga de Angola,
olha aí, mandinga de Angola,
quero ver mandinga de Angola,
solte aí mandinga de Angola.
Tem mandinga no jogo de Angola,
quero ver mandinga de Angola.
Chama a alma pro jogo de Angola,
traz o espírito pro jogo de Angola.
É legal jogar de Angola,
é bonito mandinga de Angola.
O iaiá vem ver, o iaiá vem cá,
capoeira de Angola, quero ouvir vc cantar.
O vapor de cachoeira não navega mais no mar.
Meu senhor tá me chamando, eu devo ir pra lá.
Meu mestre tá me chamando, eu devia é ir pra lá.
Em terreiro de mandinga pisa no chão devagar.
Eeê, eeá, eeê, bom Jesus e Maria,
quero ouvir vc cantando, quero ouvir vc cantar,
bom Jesus e Maria, bom Jesus e Maria,
na igreja bateu sino, lá na mata deu sinal,
balança que pesa ouro peuvé (?) não vai pesar,
quem não pode com mandinga não carrega patuá.
Abre a cabaça, espalha a semente,
a língua do povo é que fala da gente,
espalha a semente, espalha a semente,
o jogo de Angola é o jogo da gente,
planta do lado que o sol nascer / que o sol é nascente,
o mestre Pastinha espalhou a semente,
o mestre Moraes espalhando a semente,
o mestre João Grande espalhando a semente,
e tem a Janja espalhando a semente,
a mestra Paulinha espalhando a semente,
o grupo Nzinga espalhando a semente.
Minha sereia raínha do mar, não deixa o meu barco virar,
não deixa senhora do mar...
não deixa raínha do mar...
Sou angoleiro que veio de Angola,
tocando atabaque, berimbau e viola,
tocando meu gunga, meu médio e viola
que veio de Angola, que veio de Angola.
Tenho que ir embora, não posso demorar,
a maré já tá enchendo eu não posso demorar.
Não posso demorar, não posso demorar,
o vapor de cachoeira não navega mais no mar.
Bom Jesus e Maria, bom Jesus e Maria,
quero ouvir vc cantando, quero ouvir vc cantar.
Minha aldeia fica longe, eu tenho que voltar.
TRILHA 5
Angolinha angolá, angolinha angolá,
angolinha vou jogar.
Eu venho de Angola, eu venho de Angola,
eu venho de Angola, eu venho vadiar,
eu venho de Angola, eu cheguei foi pra jogar,
eu venho de Angola, dá licença eu vadiar,
capoeira de Angola eu quero é vadiar.
O dendê o dendê, o dendê o dendê, o dendê o dandá,
jogo de Angola tem dendê,
bom Jesus e Maria,
essa menina tem dendê,
o grupo Nzinga tem dendê...
Quem não sabe andar pisa no massapé e escorrega.
Quem quiser me ver, vá na piedade amanhã,
vá na sexta-feira...
TRILHA 6
Lemba ê, lemba, lemba do barro vermelho,
lemba do barro vermelho, lemba do vermelho barro,
lemba do barro vermelho, lemba do barro maior.
É preto, é preto, é preto calunga,
berimbau é preto calunga.
Oi sim, sim, sim, oi não, não, não,
mas hoje tem, amanhã não, olha a pisada de Lampião.
Sou eu, pindombera, sou eu, pindombá..
Vamos apanhar areia, vamos apanhar areia no mar.
Mandá lepô, cajuê, loiá, cajuê...
Aaa, hoje é, hoje é tata de malembê (?)
Ai ai ai ai, quando eu cheguei de Aruanda,
trouxe o meu berimbau dentro da minha capanga,
trouxe o meu atabaque dentro da minha capanga,
trouxe a minha alegria e a minha esperança...
Ai, ai, aidê,
joga bonito que eu quero ver,
joga bonito que eu quero aprender.
Oiá, oiá, oiá ê,
oiá matamba de kakurukaju nzingue.
Oiá, oiá, oiá ê,
oiá matamba de kakurukaju nzingue o.
Eu vou-me embora, tindolelê,
debaixo da água ninguém me vê,
debaixo da água ninguém me vê,
por cima das ondas eu vejo você.
TRILHA 7
Jogo capoeira lá no alto da sereia,
um dia eu vou viver no alto da sereia,
coisa mais bonita é o alto da sereia,
vou ver o pôr-do sol no alto da sereia,
u dia eu vou morar no alto da sereia,
no alto da sereia, no alto da sereia,
quero ver cê mandingando no alto da sereia,
Quero ver você jogando no alto da sereia.
Ô nega, que vende aí,
É côco do norte que vem do Brasil,
Meu señor mandou vender,
Na pedra de Salomão,
Côco do norte que vem do Brasil,
Que vende aí, oi que vende aí,
É côco do norte que vem do Brasil…
(vendo arroz do Maranhão)
Tabaréu que vem do sertão
Vendendo quiabo, maxixe e limão,
É coco, cocada, maxixe e limão,
É coco do norte que vem do sertão
E tem licuri que vem do sertão,
Que vem do sertão Tabaréu meu irmão
Que vem do sertão, terra de Lampião
Vou vender côco sinhá,
Olha o côco sinhá, olha o côco sinhá,
Olha o côco sinhá, olha quem vai comprar,
Olha quem vai comprar, olha o côco sinhá.
Nkosi biolé s’biolá, nkosi biolé s’biolá,
Nkosi biolé s’biolá kajamungongo
Nkosi biolé s’biolá.
Eu vou ver, eu vou para lá,
Eu vou ver os angoleiros vadiar.
Era eu e era meu mestre,
Foi pra ver os angoleiros vadiar.
Era eu e era mãeínha,
Só para ver os angoleiros vadiar.
Era eu e era meu mano,
Só para ver os angoleiros vadiar.
Baticu(m) (?) pereré,
Pereré, pereré.
Adeus, Santo Amaro, vou ver e vou jogar,
Vou ver e vou jogar, vou ver os angoleiros lá.
Vou ver e vou cantar, vou ver e vou rezar.
Vou ver e vou rezar, vou ver e mandingar.